quinta-feira, 11 de junho de 2009

A glimpse of me...


"What's Love got to do with it?"

Tina Turner

"Love cannot survive if you just give it scraps of yourself, scraps of your time, scraps of your thoughts
..."

Mary O'Hara





And yet another night...

No TV of any sort, no radio, no mobiles, no space or time, can ever erase a good talk.

No expectations, just mere introspection, two caracthers, behind a frame of past experiences.
How come? What on earth were we thinking, there's no shame in being human...
A song or two, a poem and what's next?
To overwhelm me with such great heights of knowledge, to maintain me hooked to the greatness of your eyes, or simply, for just one second, i catched a glimpse of me...
What can i eventually become, if not properly nurtured, or loved...
Wanna ride?? It we'll be a very rough journey!
I'm like that calm wheater that precedes a storm.
But, there's no need of umbrellas, try dancing in the rain..
Don't swim, try and drown.
Don't look for cover, wait for the blast.
Don't run and hide, "hang on to yourself , this will gonna hurt like hell"

Or in plain english! I'm no good, nothing good can ever come by loving me, there's no roses, there's no chocolates, there's no plans, just me!
If you're up for it, try it!
If not, stay! It's cosy where you are! It's safe, you will miss no one, you won't stress, you won't have to buy breakfast, and you won't have to read anything more than your average newspaper.

The thing is "who needs a heart, if it can't be broken..."

5 comentários:

JAC disse...

"Quando nos acendem uma luz, depois de estarmos demasiado tempo ao escuro, dói, mas acabamos por nos habituar. Hoje senti-me assim, com os olhos a doer, mas com fé que me vou habituar!" - escreveste tu em Outubro de 2008.
Do mesmo modo, também dói quando nos apagam uma luz, depois de estarmos demasiado tempo iluminados; ou quando estamos muito tempo no escuro, vemos uma luz, que se desvanece em pouco tempo. Nós habituamo-nos a tudo isto, porque tudo isto é viver e viver também envolve criar/aceitar alguns hábitos.
E há-de sempre existir quem compartilhe connosco esses hábitos, o que não quer dizer que os cumpra igualmente. E há-de sempre existir quem perscrute o mais íntimo de nós e, ainda assim, continue a gostar do que vê. Às vezes, quanto mais perscruta, mais gosta, mesmo que o que vê nos desgoste a nós próprios...
Como diz uma amiga minha, com o humor que a conduz em cada dia, "é a vidding"!

desinibido disse...
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desinibido disse...
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desinibido disse...
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desinibido disse...

Ah, as pessoas...

Ao longo da minha vida tenho conhecido imensas pessoas. Umas ficaram algum tempo, deixaram algo, partiram… Outras, tiveram passagens tão fugazes que são meras recordações. Algumas más, outras, menos boas.

São poucas as que realmente me marcaram de uma forma verdadeiramente sentida e das quais sinto saudades. São pessoas que de alguma forma vão sempre fazer parte de mim.

Por algumas desenvolvi sentimentos muito fortes, desejo, amor, ódio, desilusão, amizade, rancor, paixão… Hoje, em relação a algumas, resta a indiferença. Fazem parte da minha história.

Pode parecer que desenvolvo uma relação algo predatória com as pessoas que comigo se cruzam e que comigo se relacionam. E de alguma forma assim é. As pessoas (algumas) interessam-me. Preciso delas. Gosto delas. Será que as uso? Não!! Eu também me dou!

Na Natureza o mais justo não é a predação mas sim a simbiose, apesar de esta implicar dependência. Mas a tendência é sempre para alcançar o equilíbrio. E é isso que sempre tenho procurado.

Por vezes questiono-me se o meu percurso de vida tem sido feito nesse sentido. Preciso de determinadas pessoas para alcançar esse equilíbrio. Gosto de desafios, de as conhecer e entender. Com elas partilhar (parte) do meu mundo.

Poucas me têm surpreendido pela positiva. Experiências menos boas levam a que mantenha algumas reservas, no entanto, há que ultrapassar certos receios e aceitar o que nos querem e desejam dar.

Pessoas genuínas são raras. Essas quero manter perto de mim, independentemente, da forma ou do meio. Uma dessas pessoas enviou-me um texto de Marguerite Yourcenar in “O Tempo, esse grande escultor”. Porque me conhece bem sabe que é uma escritora que aprecio particularmente, e escolheu um paragrafo que vem no seguimento de um momento que vivi no último fim de semana e como tal, apreciei a atenção.


«Não se possui ninguém (mesmo os que pecam não o conseguem) e, sendo a arte a única forma de posse verdadeira, o que importa é recriar um ser e não prendê-lo. Gherardo, não te enganes sobre as minhas lágrimas: vale mais que os que amamos partam quando ainda conseguimos chorá-los.»

Marguerite Yourcenar
in “O Tempo, esse grande escultor”



Esta é a tal genuidade de que falava. Reconheço que o texto é interessante, inclui jogos de palavras e intenções que nos fazem viajar. Sei até onde me dou e por isso o momento que vivi no último fim de semana já é ponto final, parágrafo.

É isto que eu gosto na escrita e nas pessoas, que me façam viajar de uma forma que eu não tinha imaginado...