domingo, 25 de janeiro de 2009

Porto (parte I)




"Do not dwell in the past, do not dream of the future, concentrate the mind on the present moment. "




E cá estamos, a noite levantou as sombras e fez-se luz!


Há quase uma semana que cá estou, e nada mudou drasticamente ( se calhar porque ainda estou de férias).
Os medos desvaneceram, as borboletas voaram e o dia chegou.
Quão estúpido fui, medos infundados, mas humano sou, e tenho direito a estes medos.
Mas hoje não, hoje sei que tudo vai correr bem, hoje só pode correr bem.
O Porto é uma cidade grande, mas não o suficiente. O sentimento é engraçado, vejo caras conhecidas (ou pelo menos assim pensava) e estou como se de cá natural.
Sinto saudades dos meus amigos, dos nossos cafés que demoravam eternidades, mas nunca ninguém olhava para o relógio.
Agora, faço-o com Carlos, "aboiados" para o sofá, até o sono vir, ou até acabar o vinho. (Donas de Casa Desesperadas - season 7).

Já não sou eu que escrevo, é alguém novo. O Pálim ficou em Ponta Delgada. Aqui sou Paulo, não tenho vozes familiares que me chamem pelo meu nome.
Aqui isto é um grande teatro, e nós grandes actores, tem que ser...
Mas esta é a forma que tenho de acordar, abrir os olhos e ver o céu de uma forma completamente diferente.
Perdi demasiado tempo a preocupar-me, agora decido sozinho, agora a responsabilidade é minha.

Aqui pelos vistos tudo se resume ao peso (long story).

Respira-se indiferença, por mim, por ti, por nós, por todos. Sentes-te livre. Ninguém quer saber quem és, ou porque fazes. Apenas querem saber o teu peso (LOL)

E mais novidades surgirão com o chegar do trabalho, novos desafios, novas metas, mas sempre o mesmo Paulo.

Não há outra forma de ser...

Volto mais tarde...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Simplesmente único


"Don't walk in front of me, I may not follow; Don't walk behind me, I may not lead; Walk beside me, and just be my friend."

Albert Camus

Cá estamos!

Está quase tudo pronto, menos a partida...

É tudo tão novo, tudo tão assustador! Há partes de mim que doem pela simples lembrança de partir. Deixar tudo, e nada levar, apenas as lembranças e 60 kg de bagagem.
É triste quando a nossa vida, resume-se a uns meros 60 kg.
Mais peso têm os meus amigos, esses que eu deixo cá. Aqueles que se pudesse levava-os fisicamente (sim porque vão comigo). Vou embrulhá-los em papel de cetim, e pôr uma fitinha e vou pendurá-los no meu coração. assim eles vão dando cor e cheiro a esse buraco que vai lá ficar.

Tenho já saudades, as amizades têm dessas coisas, umas crescem, outras nascem, mas se são amizades, nunca morrem...

E é com esse sentimento que estou de partida, que eles vão ficar bem, que eu vou ficar bem, e que em determinada altura eu vou estar a pensar neles e eles em mim...

Levo comigo a minha metade, a minha consciência, a minha calma, o meu "consolador"...

Mais irei escrever, mas hoje não...

Mas morro por ter de te deixar atrás...